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Informação Geral da Patagônia Argentina

A Patagônia Argentina, também chamada de região patagônica, é uma das regiões geográficas da Argentina, que compreende a parte da Patagônia que abrange este país.


Compreende as províncias de Río Negro, Neuquén, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego, e a parte sul de La Pampa, Mendoza e Buenos Aires.


A língua oficial falada na Argentina é o Espanhol.

Mapamundi Patagônia Argentina

Características Gerais da Patagônia Argentina

Quanto aos aspectos geográficos apresenta dois relevos diferentes. A zona este é o âmbito das mesetas. A sub-região da Patagônia extra-andina tem clima frio e seco e bioma de estepe. O relevo é de mesetas escalonadas cortadas por vales fluviais e por baixos.


A zona oeste é o âmbito das montanhas. A sub-região andina coincide com os Andes patagônicos. Tem bosques e lagos. Uma grande parte deste território está formada por parques nacionais.

Andes Patagônicos

A Cordilheira dos Andes apresenta três grandes diferenças ou setores, um deles são os Andes áridos onde se encontram as maiores alturas, com passos a muita altura.


Os Andes de Transição que se apresentam a menor altura são os passos fronteiriços de comunicação com o Chile. Durante o inverno as nevoadas provocam freqüentes fechamentos desses passos, que dificultam os contatos com o país vizinho.


Nos Andes Patagônicos Fueguinos é onde se concentra a maior bacia lacustre da Argentina. Entre os lagos maiores estão o lago Buenos Aires, Argentino, Viedma, Fagnano e Nahuel Huapi.


Apresentam-se em forma de cordões isolados, separados por amplos vales. Do passo de Pinho Hachado até a ilha dos Estados, onde se fundem se encontram as duas áreas muito elevadas (mais de 3000 metros), separadas por um setor onde os topos não superam os 2500 metros sobre o nível do mar.


Ainda ficam uns restos da última glaciação no campo de gelo continental, do que provêm numerosos glaciares como o Perito Moreno.


Lago Nahuel Huapi Patagônia Argentina

LAGO NAHUEL HUAPI




Lago Nahuel Huapi Patagônia Argentina

LAGO NAHUEL HUAPI

Os rios que nascem nesta cordilheira têm grande potência hidráulica, por isso podem ser aproveitados para obter energia hidroelétrica. Sobre o rio Futaleufú foi construída uma represa, que leva o mesmo nome enquanto que o lago artificial que forma foi batizado de Amutui Quimei que em mapudungun significa Beleza Escondida, pois submergiu uma excepcional zona de rápidos, a fim de aproveitar tudo este potencial energético.


Do mesmo modo foram construídas outras grandes represas como as de El Chocón, Cerros Colorados, Casa de Piedra, Picún Leufú, Piedra del Aguila, Collón Cura, e se encontram em projeto outras, por exemplo, no curso do rio Santa Cruz. O regime hidrográfico desta zona tem duas crescentes anuais, a invernal por causa das chuvas, e da primavera, que se produz pelo desgelo.


A temperatura varia com a altura. Os ventos predominantes do oeste são úmidos, originam abundantes precipitações com máximas no inverno. As ladeiras estão cobertas por bosques que chegam normalmente até o nível das neves permanentes. Apresentam dois andares: o arbóreo, que pode chegar a ultrapassar os 20 metros de altura, e o sotobosque, formado por arbustos como o notro ou el calafate e canhas colihue ou coligüe.


Entre as espécies arbóreas destacam-se as coníferas e fagáceas: o pehuén ou araucária araucana, o gigantesco lahuán ou "alerce patagônico", o lipain ou "cipreste patagônico", o cohiue ou "guindo", o quetri ou arrayán, o rauli, o radal, o ñiré, o maitén e a lenga.


A ação humana introduz espécies vegetais e animais que se aclimataram e expandiram pela área, como a rosa mosqueta, veados europeus, javalis, visões e salmônidas, no entanto, estas espécies contribuíram também para a depredação das espécies autóctones originais da zona.


Para preservar as condições naturais deste âmbito, vários Parques Nacionais, como o Lanín, o Nahuel Huapi e Los Glaciares, que foram declarados Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO em 1981. O Parque e Reserva Nacional Los Glaciares, protege a área dos glaciares que desprende ao este o Campo de Gelo Continental.


O glaciar El Viedma, sobre o lago homónimo, e os glaciares Upsala, Onello, Spegazzini, Mayo e Perito Moreno no lago Argentino. Este campo cobre a cordilheira patagônica ao longo de 350 quilômetros e é compartilhado com o Chile. Outros parques nacionais argentinos na região são Los Arrayanes, Los Alerces, Laguna Blanca, Lago Puelo, PN Perito Moreno, Monte León, PN Tierra del Fuego, MN Bosques Petrificados, estando na categoria de Patrimônio Mundial Natural a área da Península Valdés.

Clima da Patagônia Argentina

A exceção da estreita faixa per úmida e úmida entre a ladeira oriental dos Andes e os cordões montanhosos paralelos a estes chamados em alguns casos Patagónides, quase a totalidade do resto da Patagônia Argentina possui um clima semi árido e árido com temperaturas médias anuais inferiores aos 12 ºC.


As precipitações se reduzem rapidamente de oeste a leste, enquanto que Puerto Blest no litoral oeste do Lago Nahuel Huapi é o lugar com maior quantidade de precipitações da Argentina, chegando quase aos 2000 mm/ano, menos de 100 km ao este as precipitações são escassas, inferiores a 200 mm anuais; a maioria no inverno, e às vezes caindo em forma de neve.


As zonas da bacia do rio Santa Cruz e do norte da ilha de Tierra del Fuego, embora com clima mais frio se vêem beneficiadas com maior umidade sendo ali a paisagem mais parecida com as das Malvinas.


Em Tierra del Fuego a região meridional, que inclui a ilha de Los Estados, é per úmida e úmida abundando as nevoadas. Praticamente em toda a patagônia predominam os fortes ventos do sudeste.

Fauna e Flora da Patagônia Argentina

Dentro da fauna autóctone continental encontramos: veados como o huemul e o pudú, além de pumas, maras ou lebres patagônicas, guanacos, raposas, condores, cisnes de pescoço preto e emas.


O jaguar existiu na Patagônia até que foi exterminado pelos homens no século XIX, a meados desse século chegava até o rio Chubut, embora segundo alguns autores, sua dispersão atingiu a Santa Cruz. Na fauna litorânea destacam-se: lobos e elefantes marinhos, pingüins, petreles, cormoranes e baleias francas.


Já falamos da ubérrima flora existente na região andino-patagônica. Na estepe arbustiva da Patagônia extra-andina predomina o bioma de arbustos baixos xerófilos chamado tusacs, em especial o neneo, a llareta e o coirón.

Recursos Hídricos da Patagônia Argentina

Fora da região andino-patagônica quase a totalidade dos rios são autóctones, ou seja, que não recebem afluentes, de regime pluvial invernal (provocado pelas chuvas) e de neve (provocado pelo derretimento das neves).


Além dos lagos glaciares existentes no setor andino-patagônico, existem no meio dos secos planaltos patagônicos, lagos e muitas lagoas, a maioria delas salgadas.


Estes espelhos de águas ao longo de todo o século XX estiveram sob um processo de secagem transformando-se em vários casos em "salinas" ou salgares, os dois lagos principais naturais da Patagônia oriental extra-andina se encontram no centro da província de Chubut.


Eles são o lago Musters e o lago Colhue-Huapi próximos a eles na confluência do rio Chubut com o rio Chico se localiza a represa que forma o lago artificial Florentino Ameghino; abundam na Patagônia extra-andina, antigos leitos chamados "canhadões" ocasionalmente reativados em especial durante o desgelo de primavera.


A existência destes leitos deu lugar a algumas curiosidades cartográficas, por exemplo, em algum modo grande parte da Patagônia austral é uma gigantesca ilha, pois o lago Buenos Aires tem dois emissários: atualmente o principal, muito caudaloso e de escasso curso deságua no Oceano Pacífico.


O outro emissário de extenso curso, mas, escasso caudal, é o rio Deseado que deságua no Oceano Atlântico, em mapas existentes até a primeira metade do século XX ao sul do rio Deseado e quase paralelos, apareciam dois rios: o rio Bajo (ou San Dionisio ou Chacamañac) e o Salado, de meados do século XX deles só restam seus vales e "canhadões". Nas costas tem falésias originadas por movimentos de ascensão e descenso da crosta terrestre, atingindo os 300 metros de altura.

Descobertas Arqueológicas na Patagônia Argentina

Em 2002, um grupo de pesquisadores argentinos e americanos realizou uma pesquisa da flora na Patagônia.


Os membros argentino pertencem ao "Museu Paleontológico Egidio Feruglio"de Trelew e os membros americanos são da Universidade de Pensilvânia e do Museu de Denver.


As pesquisas se realizaram em duas jazidas, do rio Pichileufú (que abrange uma área de perto de 30 km², na província de Rio Negro) e o da Lagoa Hunco (com uma extensão de 1.000 km², em Chubut).


Grutas del Walichu Patagônia Argentina

GRUTAS DEL WALICHU

Como resultado das pesquisas foram encontrados restos fósseis que pertencem ao Eoceno, dentro do Período Terciário, com uma antiguidade de 50 milhões de anos.


Nessa época a Patagônia tinha um tipo de clima subtropical (é semi-deserto atualmente), com precipitações anuais de 1600 a 2000 mm (agora de 100 a 150 mm) e sua temperatura média era de 16/17º C. Estas condições climáticas provocaram que a zona fosse uma floresta, de onde se encontraram 172 espécies de plantas, a grande maioria extinta.


Hoje, é possível encontrar 20 espécies de plantas, que se adaptaram ao lento processo de mudanças climáticas.


Um dos achados que mais surpreendeu foi a presença de eucaliptos, árvore que os cientistas consideram oriunda da Austrália. Com a aplicação do método de datação isotrópica comprovou-se que eles tinham uns 50 milhões de anos.

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